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Remarks |
Prezados astrônomos e pesquisadores da BRAMON, Meu nome é Rodrigo da Silva e escrevo para relatar uma observação extremamente peculiar, ocorrida em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, algum dia em abril, precisamente no mesmo momento em que o notável bólido verde foi avistado por todo o estado.
O que vi, no entanto, não corresponde às imagens e descrições do fenômeno principal que ocorreu em alta altitude. Acredito ter testemunhado um evento secundário, em altitude muito baixa, com características que me parecem anômalas.
1. Contexto da Observação:
Localização: Apartamento no 8º andar em Jaraguá do Sul, SC.
Condições de Visão: Minha visão do céu é bastante limitada. Da janela de onde observei, a vista é bloqueada por dois prédios em frente e por uma montanha ao fundo, o que estabelece um "teto" visual na altura do topo desses prédios. É fisicamente impossível, daquele ângulo, eu ter visto o bólido em sua altitude real de cruzeiro.
2. Dados da Observação:
Baseado no que testemunhei, compilei os seguintes dados:
Trajetória: O objeto surgiu por trás de um prédio à minha esquerda e cruzou horizontalmente até desaparecer atrás do prédio à minha direita. A distância entre os prédios é de aproximadamente 100 metros.
Altitude: A trajetória começou na altura do 8º andar e terminou na altura do 5º andar, indicando uma leve descida.
Duração: O evento durou exatamente 2 segundos. Com base na distância e tempo, a velocidade calculada do objeto seria de aproximadamente 181 km/h.
Aparência: O objeto era de uma cor verde sólida e brilhante, com um rastro também verde, porém mínimo. A descrição que melhor se encaixa no seu movimento é que ele parecia estar "planando", e não em queda balística.
Som: A observação foi completamente silenciosa.
3. Análise e Inconsistências com Explicações Convencionais:
Antes de contatá-los, busquei racionalizar o que vi. No entanto, a observação contradiz as explicações mais óbvias, pelos seguintes motivos:
Não ser o Bólido Principal: Conforme mencionado, minha altitude de observação era fisicamente limitada. O objeto estava inequivocamente entre os prédios, não a dezenas de quilômetros no céu.
Não ser um Fragmento (Meteorito): Um fragmento de meteoro em fase terminal de voo (baixa altitude) não estaria brilhando intensamente nem se movendo a 181 km/h. Ele estaria em queda livre, muito mais lento e sem brilho próprio. Além disso, a ausência de qualquer som (estrondo sônico da entrada ou som do impacto) contradiz a natureza de tal evento. O movimento "planado" também não é compatível.
Não ser Tecnologia Convencional (Drone/Aeronave): A velocidade de 181 km/h, combinada com o silêncio absoluto (ausência de som de motores, hélices ou deslocamento de ar) e a ausência de instalações militares de teste aéreo na vizinhança imediata de Jaraguá do Sul, torna a hipótese de uma aeronave convencional p |